Para mim, hoje esta relação se tornou verdadeira, mas apenas pelo meu total relaxamento e desprezo com os estudos ou qualquer outro tipo de obrigação. Eu poderia estar aproveitando o tempo livre para ler algumas xerox, resolver algumas questões da faculdade, porém... Não to com saco!
Talvez, por um reles peso na consciência, resolvi ver um filme que acrescentasse algo a minha vida. Fui lá na "devedeoteca pirata" da casa, procurar algo de interessante. Alguns blockbusters clichês, aventuras com explosões e sem enredo e tentativas frustradas de filmes cult. E diante dessas desanimadoras opções, apenas um título me chamou a atenção: O MENINO DO PIJAMA LISTRADO.
Uma cruel realidade vista pelo ingenuo olhar de uma criança. Essa é a premissa que é majestosamente trabalhada no filme tornando-o emocionante. A inocência de Bruno, menino alemão de 8 anos filho de um líder nazista, é a mola-mestra do longa. Através dela, não se faz apenas uma crítica ao nazismo, mas também a toda a estupidez na qual os adultos fazem por serem exatamente adultos, e por isso não verem o mundo como crianças.Ao ter contato com um menino judeu - Shmuel - preso em um campo de concentração, cria-se um laço de amizade, apesar de Bruno estar separado dele por uma cerca elétrica, pelo preconceito de toda uma sociedade e por uma guerra.
O menino judeu recupera, a partir de sua amizade com Bruno, uma infância que fora roubada pela crueldade da guerra. Já o menino alemão tem em sua relação com Shmuel exatamente a perda dessa infância, por entrar em contato com um realidade tão perversa, que o leva a questionar a figura de seu pai e sua própria cultura.
Entretanto, contraditoriamente, este motivo leva a relação entre os dois ser mais valiosa para Bruno, já que, em meio a uma sociedade
Tudo graças a sua inocência.
Em certos pontos, eu tive uma certa identificação com Bruno.
Primeiro por ele ter o cabelo identico ao meu quando era criança. Até um redemoinho no mesmo lugar!
E também, porque assim como ele, as lições mais preciosas que aprendi, foram através das amizades que mais eram distantes da minha realidade. Odeio terminar com frases assim, porque parece cliche e até um pouco sensacionalista, mas: "Aprende-se mais com quem é julgado do que com quem se julga".
Por um momento, pensei nisso como algo negativo. Tive dispensável participação na conversa, pois estava me sentindo um tanto quanto infantil e bobo. Esse pensamento se fixou em minha cabeça até alguns dias atrás, quando "bravos jovens unidos pelo destino" passaram um dia comigo no meu novo "reino". Bem, a "travessura" que vivemos nesse dia? Nenhuma, só ficamos juntos, e as coisas foram se ajeitando. Dançar na Praia Vermelha, fazer mímica no banco da praça, rodar pelas estátuas e simplesmente autistar, me trouxe de volta ao meu eixo.